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Tuesday, September 07, 2010
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News Aquacultura garante peixe para consumo da população

09-11-2009

*Entrega de embarcações as cooperativas

Os participantes no conselho de gestão integrada dos recursos biológicos aquáticos consideraram sexta-feira, em Menongue, (Kuando-Kubango), a aquacultura como uma das vias para aumentar o pescado para consumo da população.

Os participantes consideram que a aquacultura pode servir para aumentar os postos de trabalho, fonte de rendimento económico e alívio da pobreza e da fome.

Por estes factos, recomendaram o apoio dos governos provinciais na formação de formadores expansionistas, assim como a organização de associações fortes e coesas do sector privado, para cooperar com o governo, com vista a resolver alguns constrangimentos inerentes à actividade.

Estimular a produção de “alivins” e o surgimento de fábricas de rações, o aproveitamento de resíduos de produtos agrícolas, a educação das comunidades para a detecção de peixe infectado com vista à retirada do mercado e comunicação às autoridades para a tomada de medidas pertinentes, fazem parte das recomendações.

Os participantes decidiram ainda pela criação de um boletim trimestral para a divulgação das realizações em curso e de informação técnico-científica relevante, no domínio da aquacultura.

A par das recomendações, os presentes no certame, reconhecendo as potencialidades do país, quanto à produção de sal e seu contributo para o PIB, bem como a necessidade de maior apoio para o alcance das metas preconizadas pelo governo, sugeriram o estabelecimento de um programa destinado ao aumento da produção e iodização do sal e dos salineiros.

Acrescentaram a necessidade da criação de condições para a transmissão oportuna de informação estatística sobre os níveis de produção e iodização, reforço da coordenação entre os Ministérios das Pescas e do Comércio, para a determinação e fixação das quotas de importação. Isto permitiria a cobertura do défice interno, o controlo dos importadores de sal e a fiscalização da sua qualidade.

Pediram aos governos provinciais maior intervenção no apoio à indústria salineira e fiscalização do sal que é posto à disposição das comunidades, de modo a reduzir as doenças criadas pela insuficiência de iodo no organismo.

O técnico sénior do Instituto Nacional de Apoio às Indústrias de Pesca (INAIP), Tungu Silvain, afirmou sexta-feira, em Menongue, que o sector pesqueiro pode ser considerado uma das formas de diversificação da economia nacional, no que toca à criação de novas unidades de produção automatizadas e ao cultivo de vários produtos.

A indústria pesqueira em Angola joga um papel importante para a economia, pois contribui para o aumento de postos de emprego, segurança alimentar e a redução da pobreza, sublinhou a fonte quando dissertava sobre o tema “Inovação Tecnológica no Processamento de Pescado”, no quadro do Conselho de Gestão Integrada dos Recursos da Pesca.

“A projecção da população aponta o pescado como uma das principais fontes de alimentação, por isso, é importante que se faça uma gestão sustentável para garantir o fornecimento deste alimento”, frisou.

Tungu Silvain, acrescentou que a gestão sustentável dos recursos condiciona o desenvolvimento da indústria de transformação de produtos de pesca. A fonte acrescentou que o ser humano, devidamente capacitado, constitui um dos aspectos fundamentais para o desenvolvimento da sociedade.

Tema Carlos Gomes